Junto à comitiva de parlamentares do MST de todo o Brasil, a deputada conheceu uma experiência pioneira no tratamento de resíduos
Nesta quarta (19), a deputada estadual Rosa Amorim visitou a o Instituto de Pesquisa de Reciclagem Orgânica da Universidade Agrícola da China (UAC), em Suzhou, onde fica o Centro de Demonstração para Tratamento e Aproveitamento de Resíduos Orgânicos Urbanos e Rurais. Lá, resíduos orgânicos, como restos de comida, são transformados em biofertilizantes e bioinsumos utilizados no lugar de agrotóxicos para potencializar a produtividade da agricultura familiar.
A visita tem também o objetivo de articular a construção de uma fábrica de biofertilizantes em Caruaru, como aponta Rosa: “Toda essa tecnologia é construída pela Universidade Agrícola da China e nós estamos levando essa experiência junto com o Movimento Sem Terra pra ser implementada no Brasil, em Caruaru”. Edilson do MST (PT), vereador de Caruaru, que compõe a comitiva, aponta o impacto positivo da utilização desta tecnologia: “Vamos levar o que tem de mais avançado de tecnologia de produção de bioinsumos. A gente precisa investir em tecnologia para baratear o preço e aumentar a qualidade dos alimentos”.
No Centro, mais de 14 mil toneladas de restos de alimentos são processados por ano, que se transformam em 4.500 toneladas de fertilizantes orgânicos e 146 toneladas de óleo para diferentes usos como cosméticos ou combustível. O Instituto de Pesquisa em Reciclagem Orgânica da UAC desenvolveu uma tecnologia inovadora para o tratamento e a utilização de resíduos orgânicos, reduzindo o tempo de processamento para cerca de 30 dias, enquanto em sistemas convencionais são necessários 90, 120 e até 180 dias. A tecnologia é versátil, adaptável a diversas fontes de resíduos orgânicos e cria um biofertilizante orgânico que cumpre padrões nacionais e internacionais.
Rosa aponta que tanto o descarte dos resíduos quanto a utilização dos biofertilizantes são desafios no Brasil “Temos um desafio enorme nessa parte do tratamento de resíduos sólidos e orgânicos. Hoje existem apenas duas alternativas no Brasil: o aterramento em terenos baldios que inclusive, poderiam ser utilizados para a agricultura familiar, e a incineração, o que gera uma produção de gases e a poluição do solo e do ar. Precisamos trilhar um caminho verde, sustentável e ambientalmente correto”, finaliza.